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A vida humana, mesmo até às dez primeiras semanas de gravidez, tem valor em si própria e deve ser legalmente protegida.
Essa vida não é propriedade de ninguém. Ninguém pode ter direitos absolutos sobre esse ser humano. A nova vida em gestação não é uma “coisa” pertencente à mulher grávida, sobre a qual esta goze de um poder exclusivo de disposição.
A liberalização do aborto tem duas vítimas. Não respeita o valor da vida do não nascido nem a dignidade da mulher-mãe.

A liberalização do aborto não é solução de nenhum problema: multiplica o número de abortos legais e não resolve o problema do aborto clandestino.
A resposta aos problemas está antes na adopção de políticas de protecção à mulher grávida e de apoio à maternidade.

O respeito pela inviolabilidade da vida humana impõe-se à razão pelo seu próprio valor, independentemente de quaisquer convicções religiosas, partidárias, ou outras.
Por tudo isto, recusamos a liberalização do aborto, recusamos o aborto livre, universal e gratuito, até às primeiras dez semanas de gravidez, por simples pedido da mulher - que vai ser proposta a referendo.
 
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